{"id":18697,"date":"2021-05-05T16:26:22","date_gmt":"2021-05-05T16:26:22","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.say-u.com\/?p=18697"},"modified":"2024-09-05T12:27:49","modified_gmt":"2024-09-05T11:27:49","slug":"mais-do-que-nunca-comunicar-estrategicamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/mais-do-que-nunca-comunicar-estrategicamente\/","title":{"rendered":"Tend\u00eancias nas Empresas Portuguesas B2B e na Exporta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-18713 size-full\" src=\"https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping2.png\" width=\"500\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping2.png 500w, https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping2-300x180.png 300w, https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping2-480x288.png 480w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Qual o papel da comunica\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com os stakeholders nas empresas portuguesas com um foco B2B e na exporta\u00e7\u00e3o?<\/strong>\u00a0Ana Raposo (Escola Superior de Comunica\u00e7\u00e3o Social ) e Marta Gon\u00e7alves (SayU Consulting) lan\u00e7am pistas.<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Comunicar com os parceiros \u00e9 &#8220;muito importante&#8221; para 75% das empresas exportadoras, mas menos de metade (49,2%) monitoriza e avalia o retorno dos investimentos em comunica\u00e7\u00e3o. A conclus\u00e3o \u00e9 do estudo InterComm Report &#8211; B2B Communication Trends in Global Businesses (InterComm), desenvolvido pela Escola Superior de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Instituto Polit\u00e9cnico de Lisboa e a <a href=\"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/nous-faisons\/\">SayU Consulting<\/a> &#8211; Evoke Network, com o apoio da AICEP Portugal Global.<\/p>\n<p>O estudo revela ainda que pouco mais de metade das empresas B2B exportadoras portuguesas tem um departamento comunica\u00e7\u00e3o e nem 60% estabelece um plano anual de a\u00e7\u00e3o, embora 75% reconhe\u00e7a a sua import\u00e2ncia como &#8220;Elevada&#8221; ou &#8220;Muito Elevada&#8221; e 58% v\u00e1 aumentar o investimento com o objetivo de refor\u00e7ar a rela\u00e7\u00e3o com os stakeholders.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com os stakeholders est\u00e1 a cargo do departamento comercial na grande maioria das organiza\u00e7\u00f5es (78,2%) e 46,8% destas trabalham com ag\u00eancias ou consultoras de comunica\u00e7\u00e3o. Menos de metade (49,2%) monitoriza e avalia o retorno dos investimentos em comunica\u00e7\u00e3o. Nove em cada dez organiza\u00e7\u00f5es (90,3%) tem um website, sendo que a maioria do investimento comunicacional \u00e9 em Social Media (76,6%), seguido da participa\u00e7\u00e3o em feiras profissionais (70,2%), publicidade (59,7%), Miss\u00f5es Empresariais (50,4%) e finalmente em Media Relations (41,1%).<\/p>\n<p>Ana Raposo, docente da Escola Superior de Comunica\u00e7\u00e3o Social e Pr\u00f3-Presidente para a Comunica\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica do Polit\u00e9cnico de Lisboa, e Marta Gon\u00e7alves, managing partner da SayU Consulting, falam sobre o papel da comunica\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com os stakeholders nas organiza\u00e7\u00f5es portuguesas com um foco B2B e na exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de crise pand\u00e9mica com o qual temos vivido no \u00faltimo ano e os seus m\u00faltiplos impactos, que poucos poderiam ter equacionado no seu planeamento estrat\u00e9gico, apanhou de surpresa gestores e profissionais de Comunica\u00e7\u00e3o e for\u00e7ou a uma adapta\u00e7\u00e3o com vista a promover a resili\u00eancia e assegurar a sobreviv\u00eancia no mercado. Como mudou a perce\u00e7\u00e3o relativamente \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o com os v\u00e1rios stakeholders? E em que medida tem a Comunica\u00e7\u00e3o um papel estrat\u00e9gico na resposta a ser equacionada pelas empresas?<\/p>\n<p>A pandemia tornou imperativo para a lideran\u00e7a organizacional rever e adotar um planeamento que possibilite a continuidade de neg\u00f3cio, a estabilidade na rela\u00e7\u00e3o com clientes e demais stakeholders e o crescimento durante um momento imprevis\u00edvel e sem precedentes. Como j\u00e1 todos pudemos comprovar, o funcionamento do mercado mudou radicalmente e fez surgir novas expectativas e anseios para o futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O p\u00fablico presta, hoje, aten\u00e7\u00e3o redobrada \u00e0 forma como as marcas se est\u00e3o a posicionar e agir perante este contexto. Ouvir, compreender e responder \u00e0s suas preocupa\u00e7\u00f5es torna-se fundamental para proteger a perce\u00e7\u00e3o da marca e a sua reputa\u00e7\u00e3o, num ambiente de equil\u00edbrio mais fr\u00e1gil e vol\u00e1til.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Perante este desafio, a Comunica\u00e7\u00e3o surge como uma fun\u00e7\u00e3o com import\u00e2ncia crescente, assumindo uma nova posi\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria entre o pensamento estrat\u00e9gico das empresas. Considerada a &#8220;voz&#8221; das marcas, a Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9, num momento em que a rela\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es e os seus stakeholders assume ainda mais import\u00e2ncia, uma \u00e2ncora para inspirar confian\u00e7a e empreender a transi\u00e7\u00e3o para um mundo p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Um cen\u00e1rio de novas expectativas<\/strong><\/h4>\n<p>Com as restri\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de pessoas, a proximidade com os p\u00fablicos torna-se um desafio, visto que grande parte dos pontos de contacto para o estabelecimento de oportunidades de intera\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a parecem ter desaparecido. Sabendo que a Comunica\u00e7\u00e3o nas empresas deve ser relacional, personalizada, genu\u00edna e sustentada na proximidade, as empresas tiveram de se reinventar em formatos diferentes de intera\u00e7\u00e3o aos quais n\u00e3o estavam habituadas, para fazer face a novas tend\u00eancias de consumo e h\u00e1bitos de vida.<\/p>\n<p>O distanciamento f\u00edsico e o isolamento em casa for\u00e7aram segmentos inteiros de consumidores a comprar de maneira diferente. O aumento dram\u00e1tico na ado\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de e-commerce e omnichannel n\u00e3o v\u00ea ainda sinais de diminuir e modificou a rela\u00e7\u00e3o entre empresas, equipas e o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Esta mudan\u00e7a de comportamento em resposta \u00e0 Covid-19 refletiu-se igualmente numa quebra na lealdade \u00e0s marcas. A disrup\u00e7\u00e3o experienciada motivou a experimenta\u00e7\u00e3o, criando-se o espa\u00e7o para o aparecimento de novas solu\u00e7\u00f5es e a valoriza\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o e da criatividade.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o focada em regi\u00f5es e localidades promete tornar-se mais presente. A import\u00e2ncia conferida a produtos e servi\u00e7os com um selo &#8220;local&#8221; e a aten\u00e7\u00e3o prestada \u00e0 comunidade envolvente fazem com que, hoje mais do que nunca, a escolha se fa\u00e7a tamb\u00e9m pela proximidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A procura por respostas originais<\/strong><\/h4>\n<p>As respostas obtidas no &#8220;InterComm Report &#8211; B2B Communication Trends in Global Businesses (InterComm)&#8221;, estudo desenvolvido pela Escola Superior de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Instituto Polit\u00e9cnico de Lisboa e a SayU Consulting &#8211; Evoke Network, com o apoio da AICEP Portugal<\/p>\n<p>Global, permitem retratar de que modo as empresas portuguesas com um foco B2B e nos neg\u00f3cios internacionais olham para a Comunica\u00e7\u00e3o e integram esta dimens\u00e3o na sua estrat\u00e9gia global de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Este foi o momento em que muitas empresas se passaram a preocupar com a Comunica\u00e7\u00e3o e a tentar perceber que caminho poderiam empreender atrav\u00e9s da mesma. Viraram-se, ent\u00e3o, para as ferramentas e a\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter mais simples e imediato &#8211; atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de um website, de plataformas de social media ou a cria\u00e7\u00e3o de uma newsletter &#8211; e equacionaram de que modo continuar a comunicar &#8211; entre comunica\u00e7\u00e3o de natureza comercial, t\u00e9cnica ou corporativa.<\/p>\n<p>Apesar de pouco mais de metade das empresas inquiridas ter um departamento de Comunica\u00e7\u00e3o e nem 60% estabelecer um plano anual de a\u00e7\u00e3o, 75% reconhece a sua import\u00e2ncia como &#8220;Elevada&#8221; ou &#8220;Muito Elevada&#8221; e 58% vai aumentar o investimento com o objetivo de refor\u00e7ar a rela\u00e7\u00e3o com os seus stakeholders.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A relev\u00e2ncia de comunicar estrategicamente<\/strong><\/h4>\n<p>Um dos destaques entre as respostas obtidas neste survey \u00e9 o papel atribu\u00eddo \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o. Esta surge como um conceito transversal a toda a organiza\u00e7\u00e3o, estando diretamente relacionada com quest\u00f5es de gest\u00e3o da identidade. Num ambiente de ru\u00eddo acrescido, cabe \u00e0s empresas conseguirem garantir a sua diferencia\u00e7\u00e3o, definindo e evidenciando quem s\u00e3o, quais os seus tra\u00e7os \u00fanicos e a sua hist\u00f3ria e projetando aquilo que as pode distinguir da concorr\u00eancia aos olhos do p\u00fablico. Um fator sobre o qual, aparentemente, as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o a ganhar uma nova consci\u00eancia e que conquistou o seu espa\u00e7o no seu planeamento daqui para a frente.<\/p>\n<p>\u00c0s empresas exige-se que consigam endere\u00e7ar de forma global comunica\u00e7\u00e3o interna, comunica\u00e7\u00e3o digital, as quest\u00f5es da reputa\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o com os media, a sustentabilidade, a comunica\u00e7\u00e3o do risco da crise. \u00c9 fundamental demonstrar coer\u00eancia, cad\u00eancia e continuidade, contando com uma abordagem estrat\u00e9gica, fazendo um mapeamento e gest\u00e3o de todos os stakeholders relevantes e, atrav\u00e9s destas diferentes \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7\u00e1-los a todos.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo poss\u00edvel fazer uso de planifica\u00e7\u00e3o a longo-prazo, gestores e profissionais da \u00e1rea t\u00eam de passar a pensar de modo diferente. Mesmo as organiza\u00e7\u00f5es com uma estrutura robusta sentiram a necessidade de aprendizagem, flexibiliza\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o. Tal n\u00e3o vai mudar t\u00e3o cedo: a import\u00e2ncia da vis\u00e3o estrat\u00e9gica ir\u00e1 manter-se, mas os planos de a\u00e7\u00e3o prometem variar de acordo com desafios espec\u00edficos que este &#8220;novo normal&#8221; nos vai trazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>In<\/em> <a href=\"https:\/\/www.dinheirovivo.pt\/marketing-pub\/mais-do-que-nunca-comunicar-estrategicamente-13679513.html\">Dinheiro Vivo<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Qual o papel da comunica\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com os stakeholders nas empresas portuguesas com um foco B2B e na exporta\u00e7\u00e3o?\u00a0Ana Raposo (Escola Superior de Comunica\u00e7\u00e3o Social ) e Marta Gon\u00e7alves (SayU Consulting) lan\u00e7am pistas. &nbsp; Comunicar com os parceiros \u00e9 &#8220;muito importante&#8221; para 75% das empresas exportadoras, mas menos de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":18713,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2489,107],"tags":[],"class_list":["post-18697","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-intercomm","category-nos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18697"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":987497547,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18697\/revisions\/987497547"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}