{"id":19213,"date":"2021-08-31T15:47:25","date_gmt":"2021-08-31T14:47:25","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.say-u.com\/?p=19213"},"modified":"2024-09-13T10:59:33","modified_gmt":"2024-09-13T09:59:33","slug":"a-comunicacao-b2b-em-mercados-globais-portugal-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/a-comunicacao-b2b-em-mercados-globais-portugal-global\/","title":{"rendered":"A comunica\u00e7\u00e3o B2B em mercados globais"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19217 aligncenter\" src=\"https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping.png\" alt=\"A comunica\u00e7\u00e3o B2B em mercados globais\" width=\"500\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping.png 500w, https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping-300x180.png 300w, https:\/\/dev.say-u.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/C\u00f3pia-de-Composi\u00e7\u00e3o-Clipping-480x288.png 480w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><span class=\"JsGRdQ\">O impacto da pandemia, e as suas m\u00faltiplas consequ\u00eancias, fez com que as empresas vivessem, e continuem a viver, in\u00fameros desafios, obrigando a gest\u00e3o a pensar de modo diferente.<\/span><\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esta meta de adapta\u00e7\u00e3o e redefini\u00e7\u00e3o passou, e passar\u00e1, tamb\u00e9m, pela plena integra\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o digital, por novas formas de Comunica\u00e7\u00e3o como fator de sobreviv\u00eancia e pela aposta numa estrat\u00e9gia de Comunica\u00e7\u00e3o mais eficaz, que potencie a rela\u00e7\u00e3o com os stakeholders.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Num contexto de particular relev\u00e2ncia das empresas B2B exportadoras para o crescimento econ\u00f3mico, face aos objetivos de as exporta\u00e7\u00f5es portuguesas atingirem 50 por cento do PIB em 2027, importa perceber de que modo olham estas empresas para a forma como comunicam, que tend\u00eancias se encontram a condicionar o mercado e que caminhos se abrem a uma gest\u00e3o mais competitiva e bem-sucedida da Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Uma realidade de car\u00e1cter inesperado<\/strong><\/h4>\n<p>A pandemia de SARS-CoV-2 declarada em mar\u00e7o de 2020 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) colocou em evid\u00eancia que o mundo em que vivemos atualmente pode ser descrito sob o acr\u00f3nimo VUCA(H), considerando aqueles que s\u00e3o os tra\u00e7os que melhor o caracterizam: a \u201cVolatilidade\u201d, a \u201cIncerteza\u201d (Uncertainty), a \u201cComplexidade\u201d, a \u201cAmbiguidade\u201d, e ainda, a \u201cHiperconectividade\u201d.<\/p>\n<p>As empresas foram surpreendidas por um cen\u00e1rio que poucas, ou nenhumas, tinham considerado nos seus planos estrat\u00e9gicos. Este acontecimento, classificado por muitos como inesperado e, por outros, como previs\u00edvel, mas n\u00e3o equacionado, obrigou as na\u00e7\u00f5es, os mercados, as organiza\u00e7\u00f5es, as fam\u00edlias e os indiv\u00edduos a ter de redefinir as suas rotinas e, por vezes, at\u00e9 repensar o seu prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Em 2020 e j\u00e1 metade de 2021, as palavras mais ouvidas nos diferentes contextos s\u00e3o dominadas pelo jarg\u00e3o da Sa\u00fade P\u00fablica: \u201cpandemia\u201d, \u201cconfinamento\u201d e \u201cimunidade de grupo\u201d, mas para as empresas, os motores da economia nacional, a \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o\u201d a \u201cresili\u00eancia\u201d e a \u201cadapta\u00e7\u00e3o\u201d marcaram este ano e meio, que foi de aprendizagem e transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, a prioridade das empresas \u00e9 a sobreviv\u00eancia do neg\u00f3cio, sendo preciso assegurar a sustentabilidade da opera\u00e7\u00e3o, garantir postos de trabalho, dar resposta a compromissos com os fornecedores e fazer uma adapta\u00e7\u00e3o ao novo ambiente global. Por outro lado, \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio acautelar o futuro, para que este cen\u00e1rio n\u00e3o se repita sem planos proativos de resposta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>As empresas nacionais exportadoras<\/strong><\/h4>\n<p>A economia nacional apresentou nos \u00faltimos cinco anos uma tend\u00eancia exportadora, ao mesmo tempo que o pa\u00eds tinha encetado um caminho de crescimento, que se mantinha s\u00f3lido no in\u00edcio de 2020. Contudo, esta pandemia trouxe um cen\u00e1rio de enorme incerteza e penalizou fortemente o\u00a0 setor exportador.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es mostraram ser, na primeira fase da presente crise, a componente do PIB que sofreu uma maior queda, contribuindo de forma not\u00f3ria para a contra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f3mica. Entre 2019 e 2020, o valor das exporta\u00e7\u00f5es caiu 20,9 por cento.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o mais otimista aponta para que, assim que os efeitos da pandemia abrandarem, regresse alguma normalidade gradual ap\u00f3s 2021, prevendo-se que na \u00e1rea das exporta\u00e7\u00f5es se registe um crescimento superior ao da Europa e do mundo, confirmando a continuidade da competitividade dos produtos e servi\u00e7os portugueses.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 claro e foi j\u00e1 anunciado: passar de um peso de exporta\u00e7\u00f5es de 44 por cento, em 2019, para 50 por cento em 2027 e 53 por cento em 2030, aumentando o n\u00famero de empresas exportadoras de 21.500 para 25 mil no final da d\u00e9cada e o n\u00famero m\u00e9dio de mercados externos para os quais as empresas exportam de 4,3 em 2019, para 4,7 em 2030.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Os desafios das empresas B2B exportadoras<\/strong><\/h4>\n<p>O papel na sociedade e as din\u00e2micas de neg\u00f3cio das empresas B2B, especificamente as exportadoras, s\u00e3o inquestionavelmente distintos daqueles que associamos \u00e0s empresas com um foco no consumidor final.<\/p>\n<p>O momento presente apresenta novos desafios, nomeadamente em termos da gest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com os clientes e os demais stakeholders, bem como no modo como as organiza\u00e7\u00f5es podem contribuir para ajudar a sociedade e o tecido empresarial a olhar para o futuro com mais confian\u00e7a e com capacidade de implementa\u00e7\u00e3o e foco. O sentimento de resili\u00eancia e de transforma\u00e7\u00e3o podem, assim, extravasar as empresas, para ajudar clientes, consumidores e sociedade em geral a ultrapassar a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>Ao debru\u00e7armo-nos especificamente sobre empresas B2B com foco na exporta\u00e7\u00e3o, sabemos que os fen\u00f3menos de valoriza\u00e7\u00e3o da oferta produzida em Portugal s\u00e3o entendidos como uma forma de mostrar um n\u00edvel de qualidade e de inova\u00e7\u00e3o que rivaliza com o de outras geografias. Em alguns setores de atividade, ou melhor, em alguns nichos de mercado, as estrat\u00e9gias made in Portugal t\u00eam funcionado como uma alavanca de promo\u00e7\u00e3o al\u00e9m-fronteiras. No entanto, a pandemia trouxe um p\u00fablico mais atento, que valoriza tend\u00eancias associadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o local e com liga\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cterra\u201d, ou seja, privilegia uma oferta entendida como mais genu\u00edna e a dinamiza\u00e7\u00e3o do que entende como sendo \u201cseu\u201d. Os consumidores valorizam hoje mais as marcas do seu pa\u00eds e podem at\u00e9 estar dispostos a pagar mais pelos produtos<br \/>\npor terem origem no seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Perante este cen\u00e1rio, surgiu a necessidade de compreender como \u00e9 entendido o papel da Comunica\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com os stakeholders das empresas nacionais B2B com foco na exporta\u00e7\u00e3o, que se viram for\u00e7adas a repensar um conjunto de pressupostos assumidos at\u00e9 ent\u00e3o como v\u00e1lidos. Se em termos internacionais t\u00eam sido desenvolvidos diversos estudos sobre a import\u00e2ncia da Comunica\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a, no enaltecer de produtos de excel\u00eancia ou no potenciar da otimiza\u00e7\u00e3o das cadeias de produ\u00e7\u00e3o, pouco ou nada sabemos sobre a situa\u00e7\u00e3o em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Novas expectativas e solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>O \u00faltimo ano demonstrou que as empresas portuguesas s\u00e3o altamente resilientes, tendo conseguido adaptar-se rapidamente quando chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que tinham de fazer algo de diferente para sobreviver num contexto de novos desafios. Mas souberam como comunicar?<\/p>\n<p>A press\u00e3o colocada na necessidade de vender e em garantir a opera\u00e7\u00e3o obrigou a procurar f\u00f3rmulas diferentes, quando as usadas at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o puderam ser utilizadas \u2013 os eventos, o networking, as reuni\u00f5es e as feiras deixaram de poder acontecer. Perderam-se os pontos de contacto tradicionais e surgiram obst\u00e1culos \u00e0 rela\u00e7\u00e3o, fundamental \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o B2B.<\/p>\n<p>Este foi o momento em que muitas empresas se passaram a preocupar com a Comunica\u00e7\u00e3o e a tentar perceber que caminho poderiam empreender. Viraram-se, ent\u00e3o, para o que podiam fazer, fosse isso a utiliza\u00e7\u00e3o de um website, plataformas de social media ou a cria\u00e7\u00e3o de uma newsletter, e equacionaram de que modo continuar a comunicar, fosse atrav\u00e9s de Comunica\u00e7\u00e3o comercial, t\u00e9cnica ou corporativa.<\/p>\n<p>Com esta tentativa de resposta aconteceu um fen\u00f3meno de enorme prolifera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados. Mas o conte\u00fado, como qualquer outra ferramenta, exige planeamento. Num contexto digital em que as audi\u00eancias se revelam cada vez mais saturadas, menos \u00e9 mais e revela-se importante contar com uma mensagem coerente e manter a marca relevante num verdadeiro \u201cmar\u201d de informa\u00e7\u00e3o e ru\u00eddo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>O papel relevante da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A base para conseguir transmitir a mensagem est\u00e1 na hist\u00f3ria. Para entrar, ou estar, num determinado mercado, contar uma hist\u00f3ria atraente, empolgante e convincente \u00e9 t\u00e3o importante hoje como sempre foi. Uma boa e muito bem contada hist\u00f3ria<br \/>\ncontinua a fazer a diferen\u00e7a, seja qual for a natureza da marca.<\/p>\n<p>Se \u00e9 certo que as empresas B2B dependem, em \u00faltima an\u00e1lise, da venda dos seus produtos ou servi\u00e7os, e que nesta tipologia de organiza\u00e7\u00f5es em particular a Comunica\u00e7\u00e3o do conhecimento, ou Comunica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, \u00e9 um elemento fundamental, que acrescenta valor a todo o processo de negocia\u00e7\u00e3o e permite distinguir as empresas, a Comunica\u00e7\u00e3o institucional, ou de identidade, \u00e9 a que permite transmitir confian\u00e7a e originalidade. E \u00e9 a confian\u00e7a que est\u00e1 na base da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que importa falarmos de Comunica\u00e7\u00e3o. H\u00e1 por vezes o entendimento que Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mera transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o entre um emissor e um recetor. Gerir a Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9, na realidade, gerir a intera\u00e7\u00e3o e procurar a negocia\u00e7\u00e3o e a coopera\u00e7\u00e3o com um determinado objetivo. A Comunica\u00e7\u00e3o permite \u00e0s empresas dar significado e acrescentar valor \u00e0 sua atividade. Da\u00ed ser t\u00e3o relevante pens\u00e1-la quando estamos a falar da gest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com os stakeholders. A Comunica\u00e7\u00e3o d\u00e1 suporte a um conjunto de processos que s\u00e3o a base do ambiente B2B: a confian\u00e7a, a credibilidade, a coopera\u00e7\u00e3o, a clareza e o conhecimento.<\/p>\n<p>Se em Comunica\u00e7\u00e3o B2B as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o tudo, \u00e9 a marca e a reputa\u00e7\u00e3o que v\u00e3o ajudar a consolidar essa rela\u00e7\u00e3o. Para uma empresa, mais do que nunca importa pensar a longo-prazo, potenciando a resili\u00eancia e a liga\u00e7\u00e3o com o mercado. Aqui, o valor da confian\u00e7a e da reputa\u00e7\u00e3o conquista lugar de destaque como elemento crucial numa estrat\u00e9gia de Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\nalargada que torne a marca reconhecida e a legitime junto daqueles para quem se dirige, com efeitos claros em todas as dimens\u00f5es do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es continuam e v\u00e3o continuar a ser a base do neg\u00f3cio. H\u00e1 hoje mais oportunidades para trabalhar em parceria e de forma hol\u00edstica, com contactos estabelecidos com stakeholders distintos, atrav\u00e9s de m\u00faltiplos setores, geografias e plataformas. A Comunica\u00e7\u00e3o surge como uma fun\u00e7\u00e3o com import\u00e2ncia crescente, assumindo uma posi\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria no pensamento estrat\u00e9gico de v\u00e1rias empresas.<\/p>\n<p><strong>Entr\u00e1mos numa \u201c\u00e9poca de ouro\u201d para se perceber realmente a import\u00e2ncia de comunicar e gerir de forma estrat\u00e9gica os stakeholders de uma organiza\u00e7\u00e3o e compreender que s\u00f3 com a\u00e7\u00f5es altamente planeadas \u00e9 que vamos conseguir alcan\u00e7ar as metas a que nos propomos.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s empresas exige-se, hoje, e no futuro, que consigam endere\u00e7ar de forma global o processo comunicacional, demonstrando, a cada momento, coer\u00eancia, cad\u00eancia e continuidade, tendo uma abordagem estrat\u00e9gica, fazendo um mapeamento e gest\u00e3o de todos os stakeholders e, atrav\u00e9s destas diferentes \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7\u00e1-los a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A resposta a um mundo p\u00f3s-pandemia<\/strong><\/h4>\n<p>O mundo p\u00f3s-pandemia vai exigir mais transpar\u00eancia e confian\u00e7a. Ser\u00e1 essencial \u00e0s empresas aumentar a sua reputa\u00e7\u00e3o e construir e consolidar a sua rela\u00e7\u00e3o com todos os agentes da cadeia de valor, desde o fornecedor de mat\u00e9ria-prima de base ao cliente final, passando por todas as outras partes interessadas relevantes, como colaboradores, parceiros,\u00a0 entidades reguladoras ou governo. \u00c9 determinante dar a conhecer a inova\u00e7\u00e3o, construir sinergias e cooperar num espa\u00e7o de di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Sim, \u00e9 poss\u00edvel uma empresa sobreviver sem comunicar. Mas esta ser\u00e1 mais eficiente e rent\u00e1vel se gerir os processos de Comunica\u00e7\u00e3o de forma planeada e intencional e assegurar uma liga\u00e7\u00e3o produtiva com os stakeholders que s\u00e3o essenciais \u00e0 sua atividade. Vivemos num per\u00edodo de rela\u00e7\u00f5es repensadas, mas a necessidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es, e de o fazer atrav\u00e9s da Comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se perdeu. Podemos at\u00e9 argumentar que estas s\u00e3o hoje mais relevantes que nunca.<\/p>\n<p>A Comunica\u00e7\u00e3o surge agora como uma fun\u00e7\u00e3o com import\u00e2ncia crescente, assumindo uma nova posi\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria entre o pensamento estrat\u00e9gico de v\u00e1rias empresas. Considerada como a \u201cvoz\u201d das marcas, a Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9, num momento em que a rela\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es e os seus stakeholders assume ainda mais import\u00e2ncia, uma \u00e2ncora para inspirar confian\u00e7a e empreender a transi\u00e7\u00e3o bem-sucedida para um mundo p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><em><strong>4 QUEST\u00d5ES SOBRE A COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1. Qual \u00e9 o papel da Comunica\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com os stakeholders nas empresas portuguesas com um foco B2B e na exporta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio com o qual temos vivido no \u00faltimo ano e meio, que poucos poderiam ter equacionado no seu planeamento estrat\u00e9gico, surpreendeu as empresas e for\u00e7ou a uma adapta\u00e7\u00e3o no sentido de assegurar a sua sobreviv\u00eancia. Perante este cen\u00e1rio de desafios atuais e futuros, a Comunica\u00e7\u00e3o tem tamb\u00e9m um papel na transforma\u00e7\u00e3o a realizar, estando agora a ser equacionada pelas empresas e integrada numa estrat\u00e9gia global de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Com as restri\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de pessoas, a proximidade com o cliente torna-se um obst\u00e1culo acrescido, sendo que, aparentemente, grande parte dos pontos de contacto para o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es e a constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a parecem ter quase desaparecido. No intuito de manter vias de Comunica\u00e7\u00e3o de car\u00e1cter personalizado, genu\u00edno e\u00a0 sustentadas na proximidade, as empresas tiveram de se reinventar em formatos distintos de gest\u00e3o rela\u00e7\u00e3o diferentes dos que estavam habituados.<\/p>\n<p>A Comunica\u00e7\u00e3o surge, assim, como uma fun\u00e7\u00e3o com import\u00e2ncia crescente, assumindo agora uma posi\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria no pensamento estrat\u00e9gico de v\u00e1rias empresas. Considerada como a \u201cvoz\u201d das marcas, a Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9, num momento em que a rela\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es e os seus stakeholders assume ainda mais import\u00e2ncia, uma \u00e2ncora para empreender a transi\u00e7\u00e3o para um mundo p\u00f3s-pandemia na forma de alcan\u00e7ar o mercado e estabelece parcerias comerciais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2. Na vossa opini\u00e3o, qual \u00e9 a import\u00e2ncia da Comunica\u00e7\u00e3o para o sucesso do neg\u00f3cio das empresas B2B portuguesas com foco na exporta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 hoje mais evidente a necessidade e import\u00e2ncia de as empresas constru\u00edrem e gerirem intencionalmente as rela\u00e7\u00f5es com os diferentes interlocutores na sua cadeira de valor. O processo comunicacional, entendido enquanto fun\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica<br \/>\nabrangente, permite \u00e0s empresas\u00a0 n\u00e3o s\u00f3 vender produtos e servi\u00e7os, mas tamb\u00e9m conquistar notoriedade e cimentar reputa\u00e7\u00e3o, tornando-as mais bem-sucedidas na concretiza\u00e7\u00e3o das suas metas de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>No momento de apostar em novos mercados, o reconhecimento da marca assume-se como fator determinante para a acelera\u00e7\u00e3o do sucesso do neg\u00f3cio. Em mercados externos, nos quais, com frequ\u00eancia, ainda se procura um espa\u00e7o, \u00e9 fundamental trabalhar a notoriedade e a reputa\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00f5es de Comunica\u00e7\u00e3o que contribuam para o desenvolvimento<br \/>\ncomercial e operacional.<\/p>\n<p>Na l\u00f3gica do neg\u00f3cio B2B o cliente deve ser encarado enquanto parceiro com o qual \u00e9 necess\u00e1rio construir e gerir uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a numa perspetiva de m\u00e9dio\/longo-prazo. Far\u00e1, por isso, sentido entender a Comunica\u00e7\u00e3o como a<br \/>\ngest\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o com parceiros e intervenientes fundamentais ao desenvolvimento de uma atividade empresarial bem-sucedida.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel uma empresa sobreviver sem comunicar, mas esta ser\u00e1 mais eficiente se intencional e estrategicamente gerir os processos de Comunica\u00e7\u00e3o com os diferentes stakeholders. No contexto atual, o investimento na constru\u00e7\u00e3o desta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 decisivo e promete ser uma vantagem fundamental no mundo p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. Consideram que as empresas B2B exportadoras est\u00e3o agora mais dedicadas ao investimento nas quest\u00f5es\u00a0 comunicacionais?<\/strong><\/p>\n<p>Constata-se que, num grande n\u00famero das empresas, a aus\u00eancia de uma estrutura organizada e transversal de Comunica\u00e7\u00e3o, sendo esta meramente remetida para os conceitos de venda e apoio ao Marketing. Uma Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\nunicamente operacional feita \u00e0 medida do interlocutor ou mesmo sem qualquer rela\u00e7\u00e3o com os objetivos estrat\u00e9gicos parece ser a realidade na grande maioria do nosso tecido empresarial.<\/p>\n<p>Mais de 1\/4 das empresas inquiridas no estudo \u201cInterComm Report\u201d n\u00e3o acredita que a Comunica\u00e7\u00e3o tenha uma relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica e\/ou n\u00e3o lhe d\u00e3o, ainda, um lugar de destaque nos caminhos a tra\u00e7ar, e embora clientes e colaboradores estejam obviamente no top of mind destas organiza\u00e7\u00f5es, mais de 20 por cento n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o continua e ass\u00eddua com outros stakeholders, nomeadamente os seus fornecedores e parceiros.<\/p>\n<p>S\u00e3o poucas as empresas que est\u00e3o verdadeiramente despertas e conscientes para os benef\u00edcios de dar espa\u00e7o para que a Comunica\u00e7\u00e3o, entendida num sentido lato e que n\u00e3o se resuma \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o de produto\/servi\u00e7o da responsabilidade dos departamentos comerciais, possa contribuir para a competitividade das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apenas uma pequena percentagem, com uma dimens\u00e3o e maturidade distintas, entende e gere de um modo diferenciado os assuntos associados \u00e0 sua Comunica\u00e7\u00e3o, realizando investimentos em termos de Comunica\u00e7\u00e3o institucional e explorando outros canais de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 exemplo dos \u00f3rg\u00e3os de Comunica\u00e7\u00e3o social ou das redes sociais \u2013 e estabelecendo rela\u00e7\u00f5es com associa\u00e7\u00f5es do setor e outros parceiros estrat\u00e9gicos. Talvez possamos inferir que as empresas que acederam ao desafio de participar neste projeto t\u00eam boas pr\u00e1ticas para partilhar ou, n\u00e3o as tendo, est\u00e3o conscientes da import\u00e2ncia de investir de outra forma na Comunica\u00e7\u00e3o no curto\/m\u00e9dio-prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. Quais os conselhos que podem disponibilizar a uma empresa B2B exportadora que pretende refor\u00e7ar o seu investimento na Comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s empresas exige-se, hoje, que consigam endere\u00e7ar de forma global Comunica\u00e7\u00e3o interna, Comunica\u00e7\u00e3o digital, as quest\u00f5es da reputa\u00e7\u00e3o \u2013 que s\u00e3o as bases estruturantes para nortear todas as outras \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o da<br \/>\nComunica\u00e7\u00e3o \u2013, a rela\u00e7\u00e3o com os media, a sustentabilidade, a gest\u00e3o do risco e a Comunica\u00e7\u00e3o de crise, a gest\u00e3o de eventos, e todas as outras a\u00e7\u00f5es que possam ser dinamizadas com o objetivo de criar leads. \u00c9 fundamental procurar sempre demonstrar coer\u00eancia, cad\u00eancia e continuidade, tendo uma abordagem estrat\u00e9gica, fazendo um mapeamento e gest\u00e3o de todos os stakeholders e, atrav\u00e9s destas diferentes \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7\u00e1-los a todos.<\/p>\n<p>Confrontadas com v\u00e1rias dimens\u00f5es da Comunica\u00e7\u00e3o e a crescente import\u00e2ncia de novos canais, o mais importante \u00e9 aprendermos a ser coerentes e a trabalhar a Comunica\u00e7\u00e3o de forma verdadeiramente integrada. Chegar n\u00e3o s\u00f3 a novos clientes, mas a todos os stakeholders \u00e9 o grande desafio.<\/p>\n<p>Precisamos de trabalhar a marca de uma forma que explique quem somos e porque devem confiar em n\u00f3s. A proposta de valor temde ser criativa e disruptiva. Importa reavaliar as rela\u00e7\u00f5es com todos os stakeholders e os canais onde existem mais resultados. A forma de nos relacionarmos mudou com o cen\u00e1rio recente. A Comunica\u00e7\u00e3o, bem como a perce\u00e7\u00e3o relativamente a esta dimens\u00e3o e \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o, t\u00eam de acompanhar esta transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>POR ANA RAPOSO, DOCENTE DA ESCOLA SUPERIOR DE COMUNICA\u00c7\u00c3O SOCIAL E PR\u00d3-PRESIDENTE PARA A COMUNICA\u00c7\u00c3O ESTRAT\u00c9GICA DO <a href=\"https:\/\/www.ipl.pt\/home\">POLIT\u00c9CNICO DE LISBOA<\/a>, E MARTA GON\u00c7ALVES, MANAGING PARTNER DA <a href=\"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/\">SAYU CONSULTING<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>In<\/em> <a href=\"https:\/\/portugalglobal.pt\/PT\/RevistaPortugalglobal\/2021\/Documents\/revista-145-setembro.pdf?fbclid=IwAR0t84NPyh1SBKzXeP8Xv6Bs84vO2XgnHZBVuXdi4TVMhaba9z_laS-4BlE\">Portugal Global<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O impacto da pandemia, e as suas m\u00faltiplas consequ\u00eancias, fez com que as empresas vivessem, e continuem a viver, in\u00fameros desafios, obrigando a gest\u00e3o a pensar de modo diferente. &nbsp; Esta meta de adapta\u00e7\u00e3o e redefini\u00e7\u00e3o passou, e passar\u00e1, tamb\u00e9m, pela plena integra\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o digital, por novas formas de Comunica\u00e7\u00e3o como fator de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":19217,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[2489,107],"tags":[467,2491,2558],"class_list":["post-19213","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-intercomm","category-nos","tag-b2b","tag-intercomm","tag-portugal-global"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19213","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19213"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19213\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":987497577,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19213\/revisions\/987497577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dev.say-u.pt\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}